Megaesôfago em Felinos



           O megaesôfago é caracterizada pela dilatação esofágica sendo observada uma perda parcial ou total do seu peristaltismo. Ocorre devido a uma desordem neuromuscular ou mesmo em casos obstrutivos por presença de neoplasias.
              As desordens neuromusculares podem ser classificadas como congênitas, onde o animal já nasce com a alteração, ou adquirida, que pode ocorrer de forma idiopática no animal adulto sem antecedentes de problemas esofágicos, ou, como também, secundárias a doenças que causem alterações motoras no esôfago. 
            As neoplasias esofágicas apesar de raras em felinos, são consideradas importantes causas de megaesófago, sendo o leiomioma, leiomiossarcoma, osteossarcoma, fibrossarcoma, carcinoma de células escamosas e plasmocitoma as mais comumente encontradas. Os sinais clínicos mais comuns são regurgitação oral ou nasal, disfagia, perda de peso, nodulação na região do pescoço, dificuldade respiratória e dilatação do esôfago. O diagnóstico deve ser baseado na anamnese, exame clínico e radiografias comuns ou contrastadas, sendo a retenção de ar, a disfunção motora e a presença de um material radiodenso na região esofágica os achados característicos no exame de imagem. 
       A excisão cirúrgica é o tratamento de escolha quando se pensa de uma forma curativa. O tratamento clínico e paliativo pode ser realizado oferecendo-se pequenas refeições semi-sólidas ou líquidas, em pequenas quantidades, sempre com o animal em posição elevada. O prognostico dependente da severidade do caso e da sua causa.
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